ANTONIO CÂNDIDO, professor de
Teoria Literária e Carlito Maia viveu a cor, a alegria. Um
homem que conseguiu traduzir em frases lapidares uma grande imaginação
e um pensamento filosófico. Ele foi chamado, com muita razão, de filósofo
do povo, filósofo popular. Um homem que inventava slogans que, numa
frase rápida, dizia muito. Um homem alegre, um homem irreverente, um
homem que mandava flores aos seus amigos. A impressão que se tem é que
um pássaro abriu as asas e voou. Foi levado pelo vento, e naturalmente
deixa aquilo que os homens que valem alguma coisa deixam: a memória e a
impressão dos que ficaram, de que ele continua realmente vivo.
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